Novembro 21, 2009

Asco

Quero sobreviver nesse estranho mundo.
Não sei se agüento, parece-me que não sei quando.
Quando termina, quando começa, quando me acho.
Estou perdida em muitos elementos.
As coisas andam frágeis, bem como, formidáveis.
Não sei se vivo, se morro, se me dôo demais.
Quando o tempo vai amortecer sua velocidade?
Que vida é essa, quando não se pode fazer exatamente o que apetece....
Vida escrava, maldita surra que machuca todos os dias.
Estou cansada da mamata, vida árdua, peles frias.
Quer saber?
Alheio às coisas do mais certo.
Quero o que eu quero e ponto final, ano próximo.

Outubro 08, 2009

(Não) Simpatizando com a (não) simpatia


Apliquemos à prática decorrente das armas, hilárias, classes ausentes da vida.
Fugiremos do intramundo, que tudo de nós, questão faz de sentir na vida.

A imagem vácua, plagiada, todo momento que ande bem-prazer nessa vida.
Prazer disfarçado, gozo atuado por atrizes mais que perfeitas nessas vidas.
Vestuários justinhos, amigos mais que fingidos, leituras compendiadas nessa vida.

Afasta às mágoas, meu bem, só teremos o sorriso que queremos, meu bem,
Se junta a farda, meu bem, jogando tudo pro ar e amados todos seremos, meu bem.

Vai todo mundo pra merdinda que tudo faz alegria de fingir que estamos bem.
Solta fora a ferida e busque dentro dela o que de linda faz todo mundo dizer, também.

Intensifique o seu coração, de valor à benção que tudo, tudo, estará bem.
E não esqueça, meu bem, a vida, só terá vida, se o fingir aparecer também.

Agosto 09, 2009

Particularidades Inexatas

Quando paro para analisar as pessoas a minha volta percebo que não sou nada. Seria interessante cair no marasmo das comparações no momento feliz que me encontro. Mas, é controvérsia, assim como a vida. O sentimento é que nos deixa assim. A percepção não fica muito clara e eu me mordo de exaltação. É uma mistura de insegurança e vazio, com certezas e recheios. A subjetividade dos meus sonhos acaba por me levar à tona o peso das descobertas. É o medo no ápice das escolhas. Fico triste quando era pra ficar alegre. Fico sem saber quem sou, na hora, na exata hora que me jogam no espelho. Fico me sentindo inocente, quando me chamam de esperta. Fico me sentindo sozinha, quando estou na multidão. Eu sinto medo quando me protegem. Sinto angústia quando me sinto feliz. Mas fora da hora me sinto amada, quando sou amada. Fora da hora sinto livre quando estou livre. Fora da hora eu sou quando quero ser.
Sinto que estou aqui, mas nunca me encontro.

Março 12, 2009

Pc garantido para professores.

É assustador a quantidade de educadores experientes dizendo, pelo amor de deus, não entre na sala de aula [meu próprio pai disse [também]].
Todos nós sabemos que há muito tempo a crise que realmente assola é do sistema educacional brasileiro. Isso já é matéria velha e exaustiva.
O que me preocupa é que se continuarmos assim, os que ainda terão coragem de entrar, já estarão completamente desmotivados, assim como já estão os nossos veteranos profissionais.
Bom, aqui no Espírito Santo, dar aula em escola pública é sinônimo de tensão e terror. Professores ameaçados inteiramente pela violência dos alunos, má administração e acompanhamento quanto ao governo ante a escola (que convenhamos, a preocupação é somente obras, obras, obras)...E seguindo de uma vida fatigante, o governo estadual aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 51/2009, que autoriza o Executivo a conceder ajuda de custo aos professores efetivos da rede pública para aquisição de computadores novos. Isso se dará por meio da Secretaria de Educação, e irá beneficiar cerca de 10 mil professores.
Ok. Uma ajuda e tanto, não? Só isso? Tecnologia, há!! É isso, exatamente o que estava faltando.
Gente, tudo bem que a educação hoje em dia tem que ser seguida de tecnologia, mas isso seria uma obrigação do governo proporcionar esses meios às escolas.

O que deve ser feito primeiro é uma avaliação para descobrir se o salário é digno. Será que vale a pena o professor ter direito de ganhar um computador para melhoria educacional e o salário ser esquecido por essa gente? E as reformas estruturais das escolas? E propostas para a diminuição da violência dentro da sala de aula? O que você acha que aumentaria mais o estímulo do professor perante os alunos e o ambiente que ele trabalha?
No Espírito Santo a quantidade de faltas de professores, seja por exoneração, férias, licenças, abonos, aposentadoria, remanejamento de funções é gritante. E por que será?
Ouvi uma idéia uma vez super bacana. Será que os poderosos magníficos governadores do estado colocariam seus filhos estudando na rede pública? Será? Claro que não! Deveríamos criar leis que obrigassem tal atitude para que, de alguma forma, eles se liguem na gravidade do problema que tanto o estado, como o país inteiro enfrenta.
Professor é profissional. Professor tem que trabalhar num lugar digno e principalmente com segurança. Isso que eu acho primordial e fundamental.

Março 06, 2009

Tentativas de realizações,


Seriam belos, fariam manipular todo o caminho a seguir, seriam certos. [rendição dos sonhos]
Loucura é saber amar de um jeito moldada à geração, humanidade. Decorrente translúcida de coisas abstratas de uma s-o-c-i-e-d-a-d-e que não me convém.
Recorto os lados mais escuros na certeza de diminuir o sofrimento, sinto medo, [mas simulado, inverso]. Esse medo me tortura, desvenda-me, transforma-me.
Queria ser só, apenas sua, tua, de mais ninguém, embora, não enxergo mais que o hodierno.

Março 01, 2009

Final de semana 1º de março


Momentos inesquecíveis à parte, loucamente seria o adjetivo ideal para o que estou sentindo. Tudo bonitinho, duas paredes vermelhas, cozinha cor azul, banheiro cor verde, sala cada vez mais jovial e sociável, agora uma coisa que não imaginei: pessoas se reaproximando. Razão? Não a encontrei.
Faltam 10 exatos dias para o recomeço do inferno-pseudo-busca-conhecimento: acorda/trabalha/universidade/casa/dorme. Até que estou bem estimulada.



Deixando de lembrar das delícias corriqueiras, entro num lero lero que não me lembro de já comentar por aqui. Comida Japonesa. Ontem nossos amigos Sentinela e Biba vieram na nossa casa certos de preparar essa cotada tradição oriental. Nunca, jamais me animei de comer tais aperitivos e coincidentemente estava preparadíssima para um miojão.
O preparo foi o excesso de aroma “afasta pessoas”. Logo, já peguei panela reserva.
O doce sabor do prato já feito, cru ou frito, mas recheio ainda cru, sinceramente, não dá.
Sushi enrolado? Não dá, não dá, não dá.
Pois bem, a reunião como sempre foi sensacional, jogamos guitar hero na guitarra, batemos aquele papo gostoso, mas please, comida japonesa não dá.
Então caros amigos, se for oriental me esqueça.
Exceção do post: Yakisoba.

Novembro 02, 2008

Sem notas.

Fechei os olhos e nada ouvi. Abri. Observei todos a minha volta. Fechei. Senti uma pulsação. Senti medo.
O peso costuma aparecer na hora errada, comumente separada do real; O peso costuma aparecer à margem do desespero, quando tudo já não tem mais sentido; Ouso dizer, são fatos; Fatos dos quais não serão repetidos, ao menos em minha presença; Quero que tudo se levante e o vento pare de levar o mais alto delírio de amar; Poderia poder ser surda, ou não gostar de psicologia; Fingir-se inocente, amedrontar com suspenses e mistérios; Ouso, de novo, não posso ser de mais ninguém; Ah, tudo seria mais fácil se houvessem crenças dentro de mim; Tudo que eu queria nesses momentos é acreditar em algo divino, pelo menos uma força que atingisse a calmaria que precisasse; Tenho medo de não aguentar mais; De não suportar pessoas, lugares, desvios, desdém; De não achar mais o plano da vida, de permanecer na instância do desequílibrio, caindo sempre, por não achar mais nada que te dê sustento; Tenho medo disso; Também, se grata às palavras convenho com tais clarezas e afirmações, qualquer coisa poderia me ajudar; Tanto que fosse verdadeiro; Simples palavras; Simples gestos; Um sentido que faz com que nós vivêssemos; É tão difícil pra alguém que não crê em nada; É tão difícil para suportar dores, que qualquer homem estaria na mesma situação; Passa, todo peso passa; Quaisquer sejam as circunstâncias; Quais serão as minhas?

Agosto 10, 2008

O Processo jamais visto.

Obs: Due é dois em francês
Depois da bebedeira, Due chegou em casa totalmente alterado, chutou o portão tropeçou na mangueira caiu sobre a casa do cachorro e se apoiou no dono da casa para se levantar. Este não ficou muito satisfeito de ser usado como bengala, ainda mais num dia em que, por conta do porre, o dono sequer se lembrara de encher-lhe a cumbuca de ração, ocupando-se somente em encher-lhe a paciência. E, hora, vejam vocês, além de tudo, usou-o como apoio! Aquele cheiro de cachaça, aquela marofa de cigarro com perfume de banheiro de boteco. Aquilo não podia ficar assim! Pensava o cão que se os cães se orientam pelo faro, ninguém poderia culpá-lo caso desse uma mordida, de leve, vingativa, naquele sujeito fedorento que ali o pressionava contra o chão, utilizando-o, logo ele, que havia sempre sido fiel, que estava ali, sempre presente, sempre contente! Todos pensariam, mas o cão não o reconheceu, pobre cão, faminto, cansado, pobre cãozinho! As conjecturas deram-lhe impulso para descontar todo o seu ódio numa mordida um pouco acima do tornozelo, que somada a toda ebriedade, deu continuidade ao caminhar desastroso que se seguiu até que nosso personagem caiu no tapete de seu quarto, com a cama a meio metro, só pra completar a cena.
Na manhã seguinte, Due, conferindo os estragos que havia ocasionado por conta das intervenções que o álcool havia inferido em seu cérebro, resolveu tomar uma atitude jamais vista no sistema judiciário: Processar-se a si mesmo.
O Processo se deu de maneira relativamente tranqüila, houve momentos comoventes, como quando o cachorro deu seu depoimento sobra a fome a qual havia passado naquele fatídico dia, momentos hilariantes, como a reconstituição em animação gráfica encomendada pelo advogado de defesa, da cena, onde Due era caracterizado como um quase Didi Mocó, da época em que este tinha graça. No final, o juiz deu o veredicto a favor da acusação, o que era óbvio. Due percebeu que a história não era uma boa idéia, um tanto tarde. Com os advogados de defesa, gastou praticamente metade de todos os seus bens, os quais haviam sobrevivido ao desastre. Com a outra parte, a acusação, gastou a outra metade. Até o cachorro lhe foi tirado, e apesar de Due estar em completa miséria, foi a sorte do cachorro a mais sombria. Haveria de permanecer com um advogado, residir com um advogado, SER AFAGADO POR UM ADVOGADO! Com Due, passava fome de vez enquanto, mas este apesar de tudo, tinha um coração. Não era nenhum advogado.

Rafael Barbieri (http://www.acasosirrisorios.blogspot.com/)

Julho 12, 2008

Parte II

Ah, mas se a vida fosse completa como queria que fosse

Poderia ser mais forte, sem complicações que fossem

Ah se pudesse ser durona, falar bonito, falar desgostoso,

Quem me dera se pudesse ser a alma do negócio;

Atacaste, mataste, fodaste, desdém

Sorriso torto, não quero ver ninguém

O amor não tem limites

Quando existe inteiramente vida

Mas quando há pessoas no meio

Cuida-se, há de se preocupar com a sina.

Vulgaridade sem que há barbaridade

Faz de conta que eu sou você

Ou que você sou eu

Joga na cara?

O amor não tem limites

Quando não há jogo, pois..

Pois? Isso é um tapa na cara.

Alanceia, soando facada no peito.

Tapa dói. Fere.

Julho 08, 2008

Parte I

Desordenadas idéias, mastigas que não quero

Mas cujos sempre desnorteiam a felicidade que mais quero

O amor não tem limites

Quando não existe fronteira

A inexistência torna-se o fundo do poço

Posto morto, mas alcançável;

O alcance torna-se incorruptível da desordem dos pensamentos

São somados em vão na artificialidade do contentamento.

O amor não tem limites

Quando não existe medo

A coragem torna-se a alameda do sorriso

Cátedra da minha fome;

Alimento a esperança de que lancemos o que não desejam

Ouvidos surdos, que cujos, não conseguirão o que almejam.

O amor não tem limites

Quando não existe pressa

Mas a corrida para o final feliz

É que pra este é o grande afã;

Junho 29, 2008

Cansa demais..


Acho engraçado como a sociedade da classe média se impõe perante o conhecimento. Engraçado, porque se torna cômico. Desde que surgiram as classes que se denominam a partir de uma sociedade, as pessoas tendem a criar grupos que em sua escala de realidade consenti demonstrações de afinidades. Numa particularidade, não sei se atual, mas verdadeira, é que os jovens da classe média brasileira, se auto denominam diante do conhecimento ou do gosto musical.
É espantoso como se criam grupos, por exemplo, que se acham cultos, inteligentes, imbatíveis, por coisas que deveriam ser tão naturais: ler Machados de Assis, Guimarães Rosa, ouvir Chico Buarque e Jazz, falar no mínimo no linguajar culto e andar de forma diferente, mas buscando ser o mais simples possível, sem nenhuma vulgaridade.
Essa formulação é o estanque dos muitos jovens que eu convivo. O cômico se encontra no preconceito das pessoas que nunca leram tais autores, das pessoas que não gostam de ouvir tais gêneros musicais e de pessoas que não tem o mesmo contato social para que pudesse ter no mínimo um linguajar culto. E o estranho é que esses jovens que se consideram imbatíveis, são tão cruéis e irreais, que acabam sendo chatos e, sinceramente, cansa demais conviver com isso todos os dias.

Por que não ser natural? É possível que você goste de todas essas coisas – eu gosto de tudo isso – sem que haja joguinho de grupos, joguinho de preconceitos, joguinho de exclusão.

É tão nojento, quanto ouvir “créu” .

Acredite!

Junho 20, 2008

Quem nunca desenhou no boxe?

Às vezes começar com às vezes fica no talvez tão grande que um pouco que pareça amenizado, transparece meio que embaçado.
É assim que eu to vendo a vida. Se imaginarmos como um espírito de incertezas, nunca iremos alcançar os tais pontos que teriam que ser atingidos.
Embora nos pareça uma motivação à parte, um positivismo a mais, as coisas desenrolam a tal ponto que você só descobre quando age. É dessa forma que eu acreditei.
A ilusão da incapacidade nos traz à tona todas as impossibilidades. Em contrapartida, a crença de si mesmo, nos traz a verdadeira imagem, nos dando a máxima capacidade de enxergamos o que realmente somos.
E hoje, acredito, a capacidade é só a crença. Se acredito, sou capaz.

Maio 25, 2008

Os tais amores


É tão fácil amar de repente,
Que mesmo repetente se ama outra vez.
E por mais que se repita:
Eu te amo volta, rebate, cai e tropeça no chão.

São amores, pessoas, homens e mulheres
São paixões, feridas, sexo e manias.
Atrações fulminantes, que de tabu não tem nada.
Às vezes frias e que não dão em nada.

Faz tempo que o sol sumiu e eu abuso das palavras
O que acontece quando abuso da recordação.

Sai da minha cabeça, sai do meu corpo, da minha umidade.

Quero o amor que eu amo, que eu vivo, que mora
Na certeza de que eu amo o que sempre me enxergou.
Na certeza de que estou morrendo de amor.

Abril 19, 2008

O desconforto apareceu de repente. Eram noites agradáveis. Faltosas, mas a culpa é toda minha.
Surgiram dúvidas, reações que teoricamente, acontecem sempre. Absoletas, mas a culpa é toda minha.
Dias que sumiram com o tempo. Palavras ditas que foram trocadas pelo vento. Sujeira, mas a culpa é toda minha.
Acontece que o redondo se transformou e ninguém confia em mim. Suspeitas, mas a culpa é toda minha.
E agora?


Só.
....
Inha!

Abril 06, 2008

Nada é tão bom assim


Sonhar, vai ser pra sempre?
Alegria, apenas um lance?
Tristeza, sempre aqui?
Escrever, é, tá legal.
Tocar, vai aprender quando?
Saideira é fundamental.
Cantar, aqui não, por favor.
Falar, que complicada.
Agir, por impulso.
Ação, uma estabanada.
Fazer, tudo e quase nada.
Viajar, sempre.
Sem direção.